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Modelo de IA português Amália é instrumento de soberania digital

Ferramenta está a ser usada em áreas como educação e defesa.

30 de outubro de 2026 às 19:13

O ministro Adjunto e da Reforma do Estado afirma que o modelo de inteligência artificial (IA) português Amália é "um instrumento de soberania digital" e que está a ser usado em vários áreas como educação e defesa.

Gonçalo Matias falava na comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública conjunta com a da Reforma do Estado e Poder Local, no âmbito da apreciação, na especialidade da proposta do Orçamento do Estado para 2027 (OE2027).

"O Amália é um instrumento de soberania digital", afirmou, salientado que este grande modelo de linguagem (LLM na sigla inglesa) já está a ser usado na cultura, educação, justiça e defesa, entre outros.

"Não quer dizer que seja uma concorrência" para os grandes LLM, mas é um instrumento de soberania digital, reforçou, referindo a importância do setor da defesa usar uma IA portuguesa.

"Estamos a trazer inteligência artificial para a Administração pública", salientou Gonçalo Matias.

Quanto à gigafábrica, recordou que se trata de um concurso europeu e que o Estado compromete-se a adquirir 200 milhões de euros de capacidade de computação.

Disse que o plano dos centros de dados ('data centers') "está a ser executado" e que além de reduzir a burocracia nos licenciamentos, estes têm de agregar valor e trazer investimento para os locais onde são instalados.

Relativamente aos agentes de inteligência artificial (IA), sublinhou que "é preciso que a lei" tenha isso em conta. Ou seja, haverá um trabalho legislativo sobre o uso destes agentes, prosseguiu, falando ainda a importância da 'cloud' soberana.

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