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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Odair Moniz
15 de junho de 2026 às 16:05

PSP que matou Odair Moniz condenado a três anos e seis meses de pena suspensa

O que sabemos até agora:

- Chegou esta segunda-feira ao fim o julgamento do agente da PSP acusado de matar Odair Moniz na Cova da Moura, Amadora, em outubro de 2024. A leitura do acórdão decorreu no Tribunal de Sintra;

- Bruno Pinto estava acusado do crime de homicídio depois de na última sessão o Ministério Público ter pedido a sua condenação, considerando que o polícia não agiu em legítima defesa; "Deve ser dado como não provado que Odair Moniz estivesse munido de uma faca e a tivesse usado para tentar agredir o agente", referiu o procurador do Ministério Público durante as alegações finais; 
Segunda-feira, 15 de junho de 2026 às 18h10

Agente da PSP vai pagar indemnização a filhos e mulher de Odair

O agente da PSP Bruno Pinto, condenado a três anos e seis meses de pena suspena pela morte de Odair Moniz, vai ter de pagar uma indemnização aos filhos e mulher da vítima, de acordo com o acórdão lido esta segunda-feira no Tribunal de Sintra. Bruno Pinto vai ter de pagar 20 mil euros a cada um dos filhos de Odair e cerca de 30 mil a dividir pelos três herdeiros, por perda do direito à vida. 

A favor do filho mais novo de Odair, com apenas três anos de idade à data da sua morte, o agente terá de indemnizar mensalmente no valor de 220 euros o menor até que este atinga a maioridade. 

Segunda-feira, 15 de junho de 2026 às 17h12

Defesa de PSP condenado pela morte de Odair Moniz pondera recorrer da decisão

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Segunda-feira, 15 de junho de 2026 às 16h54

Tribunal não se opõe a que Bruno Pinto volte a exercer funções como polícia. Falta saber a posição do MAI

O Tribunal não se opõe a que Bruno Pinto volte a exercer funções como polícia, de acordo com o acórdão lido esta segunda-feira. No entanto, falta conhecer a posição do Ministério da Administração Interna, que abriu um processo disciplinar ao agente. 

À saída do Tribunal, o advogado de Bruno Pinto disse estar a ponderar recorrer da decisão, porque não concorda com parte do fundamento no que diz respeito à presença da faca, que o tribunal não dá como provado. 

Ao longo do julgamento, foram ouvidas várias testemunhas, incluindo agentes da PSP que estiveram na Cova da Moura na madrugada da morte de Odair Moniz, vizinhos que assistiram ao momento em que Odair Moniz caiu no chão depois de ser atingido com dois tiros e inspetores da Polícia Judiciária que participaram na investigação.

Segunda-feira, 15 de junho de 2026 às 16h25

PSP que matou Odair Moniz condenado a três anos e seis meses de pena suspensa

O agente da PSP acusado de matar Odair Moniz foi condenado a três anos e seis meses de pena suspensa.

Segunda-feira, 15 de junho de 2026 às 16h19

"Estamos perante um caso e circunstâncias especiais": prossegue a leitura do acórdão

Quanto à versão de que o PSP agiu em legítima defesa, o tribunal admite que a defesa não foi proporcional ao sucedido. "São censuráveis as utilizações destes meios [disparos]", aponta o acórdão. "Mesmo não tendo experiência que seria desejada, é exigível que o agente gira de outra forma stress e ansiedade". 

"Estamos perante um caso e circunstâncias especiais. Nesta situação percebeu-se que agiu no exercício das funções. Houve comportamento de Odair censurável, colocou em risco pessoas a circular na estrada", continua o tribunal. 

Segunda-feira, 15 de junho de 2026 às 16h14

Tribunal confirma: Agente da PSP disparou sem que Odair Moniz tivesse empunhado faca

O tribunal aponta que se prova que factos referentes à atuação arguido, desde o percurso profissional até à postura julgamento. O arguido permaneceu junto vítima, mediu pulsação e ajudou o INEM na reanimação de Odair. Provou-se ainda que mostrou tristeza pelo falecimento de Odair e sofrimento de entes queridos, aponta o acórdão.

O tribunal refutou a versão apresentada de que Odair teria uma faca. "Produzida prova abundante de que não tinha faca, não leva sequer mão à cintura no momento em que é atingido. Nessa parte declarações não mereceram credibilidade", refere o acórdão. "Nem colega, nem outras testemunhas vê qualquer faca em que acontecem disparos. Aliado ao facto do punhal que, a certa altura, é encontrado no local e não terem sido recolhido vestígios no punhal, não é compatível num cenário em que Odair tivesse pegado no objeto". 

Segunda-feira, 15 de junho de 2026 às 16h04

Arranca a leitura do acórdão

Segunda-feira, 15 de junho de 2026 às 15h35

Advogado de PSP Bruno Pinto diz esperar "justiça e liberdade"

O advogado de Bruno Pinto diz esperar "justiça e liberdade", em declarações aos jornalistas na entrada para o tribunal para a leitura do acórdão. Bruno Pinto está acusado do crime de homicídio depois de na última sessão o Ministério Público ter pedido a sua condenação, considerando que o polícia não agiu em legítima defesa

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