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Moldova declara estado de emergência para energia e água

Estado de emergência, que deverá entrar em vigor no sábado, permite às autoridades moldavas "responder rapidamente em caso de interrupções no abastecimento de energia, combustível e água".

22 de setembro de 2026 às 22:47

O Parlamento da Moldova aprovou esta terça-feira um estado de emergência de 60 dias nos setores da energia e da água, numa altura em que o país enfrenta a subida dos preços dos combustíveis e uma seca severa.

O estado de emergência, que deverá entrar em vigor no sábado, permite às autoridades moldavas "responder rapidamente em caso de interrupções no abastecimento de energia, combustível e água", divulgou o governo do país do leste da Europa em comunicado.

A proposta do governo para instaurar este estado de emergência foi aprovada com 54 votos a favor e 20 contra, com 22 deputados a não participarem na votação.

Os preços globais dos combustíveis têm vindo a subir desde o início da guerra no Médio Oriente, enquanto uma seca sem precedentes reduziu o nível dos rios na Europa, afetando o abastecimento de energia.

A Moldova, país de 2,4 milhões de habitantes e candidato à UE, reduziu significativamente a sua dependência das fontes de energia russas desde a invasão da Ucrânia em 2022, passando a contar com importações de países da UE.

Com a previsão de aumento dos preços do gás para os consumidores moldavos, o governo procura alargar o orçamento destinado a ajudar as famílias vulneráveis a pagar as suas contas este inverno, uma ajuda que beneficia metade da população do país.

A Moldova enfrenta também uma "grave escassez de água" nos rios Dniester e Prut, o que pode afetar o abastecimento de água potável, segundo o governo.

A Presidente Maia Sandu considerou, na segunda-feira, que o estado de emergência é necessário para permitir às autoridades agir "caso sejam necessárias decisões rápidas para comprar combustível, se o caudal do Dniester continuar a diminuir ou se os preços dos combustíveis continuarem a subir".

O líder do Partido Socialista pró-Rússia, atualmente na oposição, Igor Dodon, pediu ao governo, através da rede social Telegram, que "adote uma abordagem pragmática e inicie urgentemente negociações com a Rússia sobre o fornecimento de gás".

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