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Trump ataca Irão antes da abertura das urnas

Forças Armadas norte-americanas alegam que objetivos de ataque à ilha iraniana de Qeshm são meramente defensivos e de proteção.

04 de novembro de 2026 às 01:30

A poucas horas da abertura das urnas nos 50 estados norte-americanos, para a eleição dos 435 lugares da Câmara dos Representantes e cerca de um terço dos 100 lugares do Senado, os EUA atacaram a ilha iraniana de Qeshm, no estreito de Ormuz. A operação militar teve como objetivo limitar a capacidade do Irão de ameaçar o tráfego marítimo no estreito, que continua muito inferior ao que se verificava antes do início da guerra, a 28 de fevereiro.

O ataque não deverá ter, contudo, grande efeito no resultado das eleições intercalares, que esta terça-feira se realizaram e cujos primeiros resultados começaram a ser divulgados esta madrugada, embora o conflito com Teerão possa ser determinante para desequilibrar o prato da balança entre republicanos e democratas. Mais de 57 milhões de eleitores, do total de 210 milhões, já tinham votado antecipadamente (presencialmente ou por correspondência) e o ataque a Qeshm não baixou o preço dos combustíveis nem alterou o curso da guerra, pelo que não terá mudado o sentido de voto dos norte-americanos. Com um nível de aprovação sobre Trump nos mínimos (32%, segundo a última sondagem da Reuters/Ipsos), os democratas surgem bem colocados para vencer, o que poderá complicar a segunda parte do mandato do Presidente, mantendo-se a dúvida no que poderá fazer, nomeadamente em relação ao Irão, cuja guerra está a afetar a economia mundial. Isto apesar de Trump já ter ameaçado que, em caso de derrota, será um opositor firme às ideias democratas. “Não vou deixar que os democratas estraguem tudo. Acho que me vou tornar no ‘Sr. Veto’”, prometeu.

Fim de ajuda

Donald Trump anunciou o fim (até dezembro) da ajuda militar anual dos EUA a Israel, atualmente de quatro mil milhões de dólares. A decisão foi acordada com o PM israelita, Benjamin Netanyahu, e justificada pela capacidade económica e militar alcançada pelo país.

“Morte a Trump”

O Irão instalou um grande painel publicitário na Praça Enghelab, em Teerão, com a frase “Vamos matar Trump”. A ameaça surge após a morte do aiatola Ali Khamenei, nos ataques dos EUA e de Israel, e foi acompanhada por manifestações com apelos à vingança.

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