Secretário de Estado descarta que "haja algo agendado" de momento para que este encontro aconteça.
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, garantiu esta terça-feira que o Presidente Donald Trump "está disposto" a reunir-se com o homólogo iraniano, Massoud Pezeshkian, durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, que decorre esta semana em Nova Iorque.
"Disse que está aberto a reunir-se com quem quer que seja, este é um Presidente que está disposto a reunir-se com quem quer que seja porque acredita que é importante falar sobre as coisas para resolver os problemas, e isso não significa que seja necessário estar de acordo", afirmou Rubio durante uma entrevista à estação de televisão NBC.
Neste sentido, esclareceu que a Administração Trump "está aberta a isso", embora tenha descartado que "haja algo agendado" de momento para que este encontro aconteça.
"A ideia por detrás de tudo isto é alcançar o objetivo final, que é que o Irão nunca possa ter uma arma nuclear", salientou.
O chefe da diplomacia norte-americana sublinhou que o Irão é um "regime clerical radical" e insistiu que existe "uma ameaça contra o próprio povo iraniano".
"Podemos ver como causam danos e provocam massacres no país e em toda a região. Nunca podem ter uma arma dessas", sustentou.
"É aterrador que os democratas queiram que o Irão tenha uma arma nuclear. É um suicídio absoluto. Estamos dispostos a falar se isso conduzir a algo positivo", destacou.
As palavras de Rubio surgem depois de um responsável do Governo iraniano, que solicitou anonimato, ter adiantado a àgência de notícias japonesa Kyodo que Teerão se ofereceu para reabrir o estreito de Ormuz daqui a sete dias, caso os Estados Unidos tomem medidas iniciais para aliviar a pressão militar.
Segundo a mesma fonte, a proposta visa reiniciar as negociações entre Teerão e Washington para acabar definitivamente com as hostilidades e já foi comunicada ao Governo norte-americano através de mediadores.
O Irão bloqueou o estreito de Ormuz em meados de julho, após a retoma dos ataques aéreos norte-americanos contra o sul do país, ao que os EUA responderam reimpondo um bloqueio aos navios e portos iranianos, o que prejudica a economia da República Islâmica.
Por sua vez, os Estados Unidos abriram um canal na parte sul do estreito de Ormuz --- por onde, em tempo de paz, era transportado cerca de 20% do petróleo mundial --- e estão a tentar desviar o petróleo.
A fonte oficial referiu ainda que, se Washington demonstrar vontade de retomar as negociações e terminar o bloqueio aos portos iranianos, Teerão está preparada para reabrir a navegação pelo estreito de Ormuz dentro de sete dias.
A delegação iraniana que participa, a partir desta terça-feira, na Assembleia Geral da ONU vai consultar sobre esta proposta representantes dos países que medeiam o conflito (incluindo o Paquistão e o Qatar), disse, afastando, para já, a possibilidade de um encontro em Nova Iorque entre Pezeshkian e Trump.
A declaração do responsável iraniano surge numa altura em que o Irão intensificou as suas ameaças contra os Estados Unidos e afirma ter recebido informações dos serviços de informação de que Washington pretende retomar as operações de combate com o apoio de países do Médio Oriente.
Teerão e Washington chegaram a um memorando de entendimento em junho, sob mediação paquistanesa, estabelecendo um roteiro para avançar para um acordo final, mas as negociações estão suspensas e as tensões têm aumentado nas últimas semanas.
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